Brasileiro é o mais consciente
Maioria prefere comprar produtos ou serviços de empresas responsáveis socialmente
3 Março 2017  |  11:19h
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Marcio Arnecke
A discussão realizada há duas décadas sobre a necessidade de uma companhia se tornar responsável socialmente - ou consciente - poderia ser rejeitada ou colocada para último plano. A chegada do Século 21 amadureceu esse debate e, hoje, já notamos os primeiros sinais de que a aposta feita por algumas organizações tem mostrado ser a melhor escolha. Pelo menos é o que aponta a pesquisa global "Em boa companhia: O valor do Consumidor Consciente", cujo resultado põe o brasileiro no topo da lista de consumidores conscientes.

Ao menos 87% dos brasileiros entrevistados podem ser considerados consumidores conscientes, porque preferem comprar produtos ou serviços de empresas responsáveis socialmente. Além disso, o cliente brasileiro não se importa de pagar de 5% a 10% a mais pela mercadoria dessas organizações. O número supera a média do resto do mundo, em 77%. O Brasil lidera o ranking do levantamento feito em três continentes para descobrir como está o relacionamento entre clientes e empresas, com foco na responsabilidade social. Encomendada pela Zendesk, a pesquisa foi produzida pela Union + Webster International.

"A pesquisa aponta um resultado surpreendente em relação ao Brasil e ao México, respectivamente com 87% e 85% de consumidores propensos a adquirir produtos ou serviços de organizações engajadas com o desenvolvimento das comunidades. Enquanto no Reino Unido obteve 67%, o pior índice", afirma Marcio Arnecke, head de marketing da Zendesk.

METODOLOGIA
Aos entrevistados, os pesquisadores disseram que a Empresa B havia recebido um prêmio global de responsabilidade social fictício, uma premiação em reconhecimento aos esforços para melhorar a saúde humana e o bem-estar das comunidades onde estão localizadas. Já a Companhia A não tria prêmio algum. A situação de compra apresentada levou em conta que ambas as empresas fazem o mesmo produto, mas que a Companhia B os vende a preços que variam de 5% a 10% a mais do que a Companhia A. No total, foram entrevistadas 7.010 mil pessoas em sete países - Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, México e Reino Unido.
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