Engajamento social
Pesquisa aponta as 10 marcas mais lembradas pela diversidade nas propagandas
11 Setembro 2018  |  12:04h
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A pesquisa Oldiversity indica que 47% dos entrevistados não tem lembrança de fatos ou conteúdos relevantes capazes de conectar marcas a causas ou questões humanas. Realizado pela Croma Solutions, o estudo ouviu mais de 1,874 pessoas em todo o Brasil para investigar como as marcas estão lidando com os temas longevidade e diversidade de orientação sexual, gênero, raça e pessoas com deficiência.

A falta de identificação e baixa associação de marcas ao Oldiversity, somadas ao despreparo de grandes setores ao lidar com a diversidade, contribuem para um sentimento geral de descrença, uma vez que 72% não acreditam na autenticidade das marcas quando falam sobre o tema. "A rejeição, portanto, sempre haverá, de um lado ou de outro, mas o caminho da autenticidade é a melhor trilha a ser tomada para construir reputação de marca", comenta Edmar Bulla, CEO da Croma Solutions.

O estudo também mapeou as 10 marcas que estão na contramão desse dado e são as mais lembradas pelo tema diversidade. De acordo com o levantamento, no topo da lista aparece O Boticário com (25%), seguida pela Samsung (10%), Natura (10%), Avon (8%), Globo (4%), Coca-Cola (4%), Dove (2%), Itaú (2%), Renner (1%) e Skol (1%). "No Brasil, o uso do tema diversidade como estratégia para propaganda ainda é novo, mas em outros países, a publicidade ´friendly´ já é uma realidade e nos últimos anos, marcas mais tradicionais, como Tiffany´s e Hallmark Cards, usaram em sua comunicação a celebração da diversidade sexual," explica Bulla.

As marcas relacionadas aos segmentos de Beleza e Cosméticos são as que trafegam melhor com a diversidade: 44% dos entrevistados associam marcas Oldiversity com o setor. Em segundo lugar aparece Alimentos e Bebidas com 12%. "O Boticário lidera a lembrança de propaganda, seguido por Samsung e Natura. A Samsung ganhou relevância por estar engajada em projetos sociais voltados, entre outros públicos, para pessoas com deficiências" diz. No estudo, 53% afirmam ainda não consumir marcas com comportamentos preconceituosos.  
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