O posicionamento estratégico de Flávio Rocha
Nada de radicalismos, pré-candidato à Presidência prega a consolidação de um Estado
15 Maio 2018  |  12:33h
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Um candidato de centro. Assim se definiu Flávio Rocha, o pré-candidato à Presidência da República, pelo PRB, no café da manhã "Série diálogos Encontro com Presidentes", realizado em conjunto entre ClienteSA e Sintelmark, com apoio do iGeoc e da Olos Tecnologia. "Vivemos um momento importante na nossa história. Existem hoje dois grandes icebergs que vêm em direção ao nosso País. Um da direita e outro da esquerda. Ainda é possível sair da rota e voltar a colocar o País no caminho da livre iniciativa, para estimular o retorno ao crescimento", declarou em sua apresentação, no encontro reservado a um grupo de 25 líderes de empresas de callcenter. Para ele, no cenário macro é preciso fortalecer a democracia e o livre mercado. A competitividade do País, porém, na sua opinião, passa pela desburocratização e uma visão mais progressista e sem radicalismos "de qualquer posição ideológica".

Flávio Rocha citou indicadores internacionais que refletem a perda de competitividade do Brasil e destacou como ofensores a descrença e a hiper-regulamentação. "Estamos ficando fora do jogo da competição internacional. Temos que ser os guardiões e evitar os entraves técnicos e burocráticos", destacou. Para ele, a própria atualização da Lei trabalhista ainda carrega problemas graves, contendo resquícios da era de Getúlio Vargas, quando hoje o mercado permite a flexibilização de horário de trabalho, convivendo com um cenário de economia digital. "A reforma trabalhista já foi um grande avanço. Mas precisamos sair destas eleições com as reformas fortalecidas", pondera. "Estamos lá atrás em ranking de competitividade e precisamos tirar o Pais desse pelotão e entrar no raio dos 50 países mais competitivos."

O presidente do PRB, Marcos Pereira, fez uma avaliação sobre as mudanças feitas no Ministério, durante sua gestão, e comentou as dificuldades. "Mas elas são possíveis. É preciso vontade", declarou. Para ele, "é esse o caminho da transformação que a política nos permite. Precisamos começar agora para ter frutos em pelo menos duas eleições à frente".

Em sua apresentação, Alexandre Martins, presidente da Teletech Brasil, destacou os números do setor como os índices de empregabilidade e capacidade de geração do primeiro emprego. E destacou como as principais reivindicações da atividade a necessidade de "estimular adoção do teletrabalho como mecanismo de inclusão de deficientes, maior qualidade de vida, redução do consumo dos serviços fornecidos pelo Estado e geração de crédito carbono; politicas publicas destinadas a incentivar a  inovação tecnológica no Setor; e a incompatibilidade das Leis trabalhistas entre Indústria e Serviços. Ex. cotas e impacto de custos da indústria(30%) com serviços (70%) e com 5% de quota do quadro de funcionários". Flávio reconheceu a importância da atividade como geradora de empregos e fomentadora, principalmente, do primeiro emprego. Sua empresa, a Riachuelo, emprega na área de atendimento 1,5 mil pessoas.

O encontro, que durou pouco mais de duas horas, foi muito bem recebido pelos líderes da atividade. Andrés Garcia, presidente do Sintelmark e da Uranet, elogiou a posição do pré-candidato e pediu para que o novo governo tenha uma postura, pelo menos, de não "atrapalhar" com restrições operacionais. "O mercado se ajusta sozinho. Mas, claro, com apoio vai crescer e se consolidar muito mais forte." "Muito boa a iniciativa e a visão que ele nos demonstrou, com interesses em dar apoio à geração de empregos", comentou Luis Bento, presidente da Intervalor e do iGeoc. Para Paulo Godoy, da Olos, o momento e o encontro são muito oportunos: "Precisamos mostrar e posicionar a grandeza da atividade".
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