Um olhar holístico do cliente
No Brasil há três anos, grupo italiano Azimut foca em atendimento próximo e personalizado para crescer no País
4 Maio 2017  |  14:20h
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Giuseppe Perrucci
Em meio a um cenário ainda de desconfiança com a economia nacional, o grupo italiano Azimut já trabalha com ótimas perspectivas para a operação no Brasil. Com 27 anos de mercado e presença em 15 países, a gestora independente de recursos e patrimônio vê ainda muito espaço de crescimento no País e de captar mais porções do mercado, a partir da oferta de produtos de qualidade e principalmente atendimento customizado, agregando consultoria financeira diferenciada. Tanto que o CEO da empresa no País, Giuseppe Perrucci, coloca a gestão dos clientes como prioridade dentro da estratégia de atuação. "Procuramos fazer com que o cliente tenha todo tipo de produto à sua disposição, experts de alto nível para prestar consultoria e gerir seu patrimônio e recursos, além de um atendimento conforme suas necessidades específicas", pontua.

Ele destaca que o cliente é sempre atendido por um sócio, "o que faz toda a diferença". "Nosso olhar é holístico, vemos o investidor e seu patrimônio como um todo." Nesse sentido, a Azimut tem trabalhado em sua expansão e na atração de profissionais/sócios do mais alto gabarito, procurando estar cada vez mais próxima dos clientes, já que o atendimento é personalizado.

O executivo destaca ainda o fato da empresa ter uma gama de produtos diversificada e ser uma plataforma aberta, indicando ao cliente o que realmente interessa e encaixa no seu perfil. "Podemos fazer isso, não apenas porque somos independentes, mas também porque temos uma marca internacional forte e com muita solidez", completa Perrucci, acrescentando que a companhia possui mais de 180 mil clientes e 47 bilhões de Euros sob gestão (cerca de R$ 155 bilhões).

No Brasil, ela está presente há três anos, atuando com a Azimut Holding, a Azimut Wealth Management (gestora de patrimônio) e a AZQuest (gestora de recursos). Porém, o trabalho começou já em 2012, quando a Azimut procurou parceiros para implementar seu modelo de negócio integrado no País, uma vez que considera primordial ter gestores experientes no mercado local.

Assim, o grupo italiano começou fazendo uma parceria com a Legan e, em 2015, também firmou parceria com a Quest Investimentos. Em 2016, o mesmo ocorreu com a BRZ. "Esses movimentos fazem parte de uma forte ação de internacionalização que iniciamos em 2009, no sentido de, no longo prazo, diversificar sua base de clientes e ampliar sua capacidade de gerir recursos via novas expertises locais."

Ainda de acordo com o CEO, no Brasil, é preciso ter capacidade de gestão local e, por isso, a Azimut selecionou parceiros e não simplesmente adquiriu empresas. "Uma gestora não é uma fábrica de sapatos: a ideia das parcerias é que os gestores continuem fazendo sua gestão no dia a dia, mas compartilhando um plano estratégico com a Azimut e se beneficiando da nossa força, tradição e suporte", explica.

Até por isso, a Azimut, que já conta com escritórios em Salvador, Porto Alegre e Recife, além de São Paulo, continua avaliando oportunidades de parcerias. Neste momento, há negociações avançadas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. O plano é atingir R$ 1 bilhão no Rio de Janeiro como massa crítica mínima. Além disso, entre 2017 e 2018, a empresa quer acelerar o crescimento via novas consolidações como de pequenas estruturas de wealth management e Family Offices. "Estamos sempre estudando nossa expansão, tanto de forma orgânica quanto inorgânica, daqui em diante com foco na gestão de patrimônio, de forma que nossa estrutura sempre mais relevante no mercado possa ser vista pelo investidor como uma verdadeira alternativa aos bancos, com vantagens."

O Brasil é um mercado interessante para a Azimut, por ser a sétima indústria de gestão do mundo - o segundo fora da Europa, atrás apenas da Austrália -, segundo o executivo. Atualmente, o grupo italiano tem R$ 7,2 bilhões sob gestão no País. "Além disso, o Brasil é um mercado muito competitivo, mas similar ao da Itália dos anos 90, já que a maioria dos recursos está concentrada nos bancos, o que abre excelentes oportunidades no país para nós", finaliza Perrucci.
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