Cadê a proteção?
Pesquisa sobre confiança digital indica que 43% dos executivos de negócios admitem vender dados de seus consumidores
13 Setembro 2018  |  15:28h
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Julio Carvalho
Pesquisa sobre o nível de confiança em serviços digitais aponta que quase metade (48%) dos executivos entrevistados afirmam que suas organizações estiveram envolvidas em violações de dados e 43% dos líderes de negócios admitem que vendem informações pessoalmente identificáveis. As informações são do relatório Global State of Digital Trust Survey and Index 2018, encomendado pela CA Technologies e realizado pela Frost & Sullivan, que analisou as opiniões sobre confiança digital de 990 consumidores, 336 profissionais de segurança e 324 executivos de 10 países, entre março e abril.

De acordo com o estudo, apenas 15% dos profissionais de cibersegurança pesquisados estavam cientes da venda de dados pessoalmente identificáveis, enquanto 90% das organizações afirmaram que oferecem forte proteção dos dados dos consumidores. Contudo, foi observada uma diferença de 14% entre o Índice de Confiança Digital dos consumidores (61%) e a percepção dos executivos e profissionais de cibersegurança (75%) nesta confiança, demonstrando visões incompatíveis da realidade.

"No último ano percebemos um crescimento na consciência do consumidor digital. A nova Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil reforça a importância de melhorar a cibersegurança e impulsiona as empresas a se preocuparem e adaptarem às novas normas, principalmente porque os usuários estão mais exigentes em relação à proteção de suas informações pessoais e confidenciais e querem se associar a produtos e serviços alinhados com seus valores", comenta Julio Carvalho, diretor de cibersegurança para América Latina na CA Technologies.

O estudo indica ainda que quase metade dos consumidores (48%) relata ter abandonado os serviços de uma organização envolvida em uma violação de dados divulgada publicamente. De acordo com Carvalho, no mundo digital, os consumidores esperam que uma boa experiência do usuário seja acompanhada por segurança e privacidade. "A confiança é passageira se as organizações não adotarem o processo para evitar que os dados dos consumidores caiam em mãos erradas. O sucesso na economia digital exige a adoção de uma mentalidade de segurança em primeiro lugar e a perda de confiança digital impacta diretamente todos os aspectos de um negócio e na percepção da marca´", completa.

As respostas da pesquisa mostraram que o Índice de Confiança Digital global de 2018 é de 61 pontos, considerando o total de 100 pontos. Esse índice mede a confiança dos consumidores pesquisados na capacidade ou no desejo das organizações de proteger totalmente os dados dos usuários. O índice foi calculado com base em diferentes sistemas que medem os principais fatores relacionados à confiança digital, incluindo o nível de inclinação dos consumidores para compartilhar dados pessoais com as organizações e o nível de proteção de dados garantida pelas organizações.
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