Inovar ou morrer
Consumidores com voz ativa, diversas tecnologias... Mas sua empresa sabe inovar?
20 Outubro 2017  |  12:04h
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Edmar Bulla
A cada dia que passa, o cliente que passa fica cada vez mais exigente e a tecnologia tem um papel importante nesta tomada pelo poder do consumidor. Entretanto, definir um público-alvo e suas diferentes personas se tornou um processo cada vez mais complicado, visto que são inúmeras as variáveis a serem consideradas. Isso pode fazer com que muitas empresas, na empolgação do momento, acabem investindo em soluções tecnológicas que não precisam, ao invés de melhorar processos internos, por exemplo.

"Tecnologia é ferramenta, não ponto de partida. Se tivermos um black out planetário de energia durante três dias, todos voltaremos a estágios de sobrevivência e relacionamento humano que temos insistido em desaprender. A tecnologia deve ser utilizada como recurso, não como finalidade", apresenta Edmar Bulla, CEO da Croma Solutions. Assim, apesar do sentimento de defasagem que algumas empresas possam estar sentindo, é preciso, primeiramente, parar e respirar fundo para só então definir o próximo passo em direção à inovação.

"As mudanças não estão ocorrendo com as empresas, mas com as pessoas. Existe uma crise grave de finalidade e propósito aliada a uma capacidade muito baixa de gerar pensamento analítico e estratégico", pontua Bulla. "Pouco tempo é dedicado, de maneira geral, para planejar e estruturar mudanças mais significativas e de médio e longo prazo. Nem tudo é aplicável a todos de maneira padrão", acrescenta.

Como exemplo, o CEO cita casos de empresas que apenas criam aplicativos dos seus respectivos negócios, porém não oferecem nenhum tipo de serviço no mesmo. Assim, até que ponto vale o investimento para a criação e manutenção daquela plataforma se ela não é útil nem para a empresa, nem para o consumidor? "Do ponto de vista de gestão e foco, não há nada novo: o cliente deve ser o foco das atenções. O que é necessário implantar são processos e políticas de inovação, de forma estruturada, para que se garanta a transformação cultural necessária para a novidade florescer", conclui Bulla.
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