O papel do marketing digital
Estratégia já não é mais uma opção, mas uma imposição mercadológica
24 Março 2017  |  07:02h
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Rafael Rez
Autor: Rafael Rez

Frequentemente me deparo com empresas tomadas pelas "febres do mercado digital". Se deixam levar pelas mais diferentes modas, como Pokémon Go, Snapchat, Fórmulas de Sucesso e modinhas passageiras. Não que essas coisas não tenham valor, porém o marketing digital não se resume a isso.

Nesse cenário, o empresário que migra ou estende seu negócio para a internet, acaba acreditando que marketing digital é complexo demais ou que exige investimentos megalomaníacos.

Marketing bom não salva nem produto nem serviço ruim, mas ajuda muito se você já tem algo bom em mãos e quer ganhar muita escala com um investimento potencialmente menor do que em outros canais.

O marketing digital

Vamos tomar esses dois conceitos como base:

1 - O objetivo do marketing é entender tão bem o consumidor que ele se torne cliente de uma empresa e nunca mais deixe de sê-lo.

2 - Marketing que funciona é aquele que faz com que o produto se venda praticamente sozinho.

No fim, todo o marketing é feito para que o consumidor opte pela marca e torne-se fiel à ela. Só que hoje o poder de escolha está cada vez mais nas mãos do consumidor, e por isso é preciso buscar novas formas de atraí-lo.

Mais do que nunca, é possível medir com precisão todas as etapas do relacionamento com o cliente: em que ele clica, o que visita, quando abre um e-mail, quantas vezes acessa uma página antes de comprar, que palavras busca na internet, quais redes sociais utiliza, enfim, uma infinidade de dados e informações.

Saber tirar proveito de todas estas possibilidades sem se perder em meio a tanta informação e inovação é o desafio do profissional de marketing do século XXI. Fazer uma análise de SWOT ou matriz BCG não vão salvar nenhuma empresa em 2017.

Para você entender, o simples ato de pesquisar e resolver algo pelo celular é muito comum nos dias de hoje (94% dos usuários de smartphones procuram por informações em seus aparelhos enquanto estão realizando outras tarefas).

E aqui está o ponto que muitas marcas ainda não prestam atenção: as pessoas estão passando muito tempo conectadas, sendo mais objetivas com as decisões de compra, já que consumir online exige rapidez. Ninguém se prende mais a determinados momentos para tomar decisões. As interações são fragmentadas.

As ações são tomadas em instantes de impulso, gerados a partir de uma necessidade que não tem mais hora marcada. "Tudo acontece ao mesmo tempo agora". As pessoas checam o horário e a previsão do tempo, marcam compromissos, assistem filmes, abrem uma nova aba, mandam mensagens, compram vinho, falam com amigos em qualquer lugar do mundo, compartilham fotos nas redes sociais, isso tudo a qualquer momento, e em qualquer lugar, o tempo todo.

Como a dispersão é inevitável, as empresas são desafiadas a encontrar o exato momento em que os consumidores estão mais receptivos às suas mensagens. O momento é quando as pessoas estão procurando por respostas, explorando coisas novas ou tomando uma decisão rapidamente pré-concebida.

Isso é feito com o dispositivo mais próximo em mãos. Portanto, o que eu tenho agora é o que me conduz a resolver uma necessidade específica num momento determinado. Isso caracteriza o micro momento, conceito difundido pelo Google para explicar as decisões num instante.

O momento "eu quero", momento "eu preciso saber", momento "eu quero ir", momento "eu vou fazer", momento "eu vou comprar". Qualquer empresa que queira se destacar no mercado, precisa saber que é através do micro momento que a conquista dos corações, mentes e a carteira dos clientes vai acontecer.

Possibilidades e tendências
Através do marketing digital, é possível interagir com as pessoas de uma forma muito mais rápida e fluida. E com a infinidade de canais de contato e ferramentas de monitoramento, ficou bem mais fácil entender o que o consumidor busca e criar ações precisas baseadas nisso.

A Internet permite que sua marca esteja presente em diferentes ambientes de relacionamento e mídias digitais. Em resumo, fazer marketing digital é impactar seu cliente em todos os lugares possíveis, mostrando que seu negócio faz parte da vida dele.

Uma das tendências do marketing digital em 2017 é o aumento significativo da presença de pequenas e médias empresas no setor online, até mesmo como forma de superar as dificuldades impostas pela crise econômica. Essa é, para mim, a tendência mais forte em termos de participação de mercado.

Em sequência percebemos uma série de outras tendências, como a consolidação do marketing de conteúdo e do SEO, investimento em links patrocinados e remarketing, ações baseadas em dados e Big Data, e-mail marketing, redes sociais e mobile. Algumas dessas estratégias já vem sendo praticadas, mas agora se renovam a partir de novas percepções.

Percepções apoiadas na forma como o consumidor vê o mundo. Repare, mais uma vez eu coloco o consumidor em primeiro plano. É assim que deve ser feito sempre. Ignore isso e corra o risco de ver todo seu esforço ser desperdiçados seu dinheiro descer pelo ralo.

Essa é a resposta!

As empresas estão se rendendo finalmente ao mercado digital, o que provoca um sensível aumento da demanda pelos serviços correspondentes. Definitivamente, o marketing digital não é mais opção, mas uma imposição mercadológica.

Em resumo, o papel do marketing digital em 2017 será te ajudar a entender o que seu cliente deseja e necessita. E ao ser adotadas, todas as outras tendências deverão convergir com isso.

O que me resta se não citar Peter Drucker novamente:
"A meta do marketing é conhecer e entender o consumidor tão bem, que o produto ou serviço se molde a ele e se venda sozinho".

O resto é consequência! 

Rafael Rez é consultor de marketing digital, professor em diversos MBA´s, escritor, palestrante, fundador da Web Estratégica e co-fundador da startup GoMarketing.cloud.
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